Era uma vez um mundo sem reflexo. Onde a beleza só existia
dentro da gente e no outro. O mundo sem reflexo. Um mundo que
fez de Narciso conto entre gerações e do lago de narciso um marco no mundo.
Andei pensando muito sobre o mundo sem espelhos. Sobre se
enxergar no outro, sem perder a certeza do que se é.
Eu sou. Independente de como enxerga.
É que descobri que a tristeza é uma das faces da compaixão, mas ainda não sei o que fazer com isso mesmo que tenha em meus dedos a vontade de contar ao mundo que não se é feliz sendo alegre por inteiro. A tristeza faz parte da felicidade e refazendo caminhos, catando sentimentos abandonados, vou me reconhecendo no vitral que construo.
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