Afinal, felicidade.


-Qual o motivo desse sorriso?
-Que sorriso?
-Esse estampado na sua boca.
-Não tem motivo.
-Como não?
- Não existe motivo para não sorrir.

Ela tampou seu rosto afim de deixar apenas seus lábios definidos e rachados a mostra e sorriu.

-Eu estou feliz? - ela indagou ainda sorrindo.
-Claro, que pergunta tola Clarisse, está estampado!

Então, ela abaixou suas mãos pequenas com o objetivo de esconder seus lábios e deixar marcado apenas seu olhar.
Uma imagem pertubadora me foi formada: seus olhos não choravam, mas me faziam sentir dor e senti vontade de chorar por ela, pra ela.
E mais uma vez pergunta sem fundamento.

-Eu estou feliz? - olhar pertubador.
-Não, nem em mil anos. Me perdoe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

felicidade sóbria

fazia tempo que não sentia os pensamentos correrem livres entre meus olhos, por dentro de minhas narinas, passando pela minha boca, atravess...