O mundo não é seu. Ele nunca foi.
Ô pequena, tire esse pedaço de mar dos seus olhos amendoados e pare com o absurdo de querer carregar o mundo nas costas, afinal ele não te pertence. Nem a superfície ou seus complementos, só há uma coisa nesse vasto planeta que pode chamar de seu e essa coisa sou eu.
Menina dos cabelos ondulados refletindo o sol será que não percebe? Seu mundo sou eu. Por que insiste em ser mastigada por essas palavras que nunca são escritas? Seus ossos clamam misericórdia e o seus pés gritam por "stop!" Eu sei, pequena, que você fez uma oração pedindo a Deus perdão e o dom de nunca se apaixonar. Mas sou como o leão medroso e ainda não encontrei o caminho certo, mas penso que você é a coragem que não me foi concedida e tive que sair pra buscar.
E eu acredito em você, assim como acredita em suas palavras por mais que soem mentirosas. Meu pedaço de coragem, se soubesse sua imensidão, se soubesse a infinidade de vezes que é o mar não o carregaria em seu olhar manchado de culpa. E por falar nela, esta também não deveria ser um fardo pra você, então pare com essa mania de lhe criar pacotes, já não basta os que a vida te sucumbe de carregar.
Mas no fundo te entendo moça da pele solar, o que doí são as feridas que não vemos e por vez não sentimos e essa é a pior dor: querer sentir. E eu sei que foi encarregada de levar o fardo mais pesado que conheço: o fardo de ser você. Porém sei mais, eu estou disposto a te carregar, morena, quando esse fardo te fizer ajoelhar, quando pensar em trazer o mar ao seu par de castanhos amendoados, quando pensar em desistir. Morena é pra isso que eu estou aqui: pra te amar.
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