A exatidão dos erros me constroem uma muralha de desapegos. Eu estou me fechando em um poço profundo demais para ser escalado. Meus pensamentos chegam mais rápido que as palavras e se escoam na mesma velocidade, mas as palavras nunca me abandonam. Me divirto com meus erros ortográficos, excessos de vírgulas e acessos de estrelas. Insisto em me explodir contelações. As pessoas perderam a metalinguagem da vida, mas insisto em refletir sobre minha escrita mal feita.
Me agarro ao meu novo desejo e uma pequena realização: tenho um Sherlock Holmes em minhas pequenas mãos frouxas. Essa foi uma das raras vezes que exibi um sorriso espontâneo em insisto em caricaturá-lo.
*Caricatura de um sorriso*
Arregalado; torto.
Sincero e com cheiro de chocolate
Minha matemática esguia e meu lápis desajeitado expoem minhas falhas. Sempre tive facilidade em acertar os erros dos outros, sempre insisti na constante dificuldade que a vida é e aceitei com prazer estar desafiada a errar. Errar ao prever sua facilidade, errar no último cálculo bem elaborado. A escuridão se molda a minha forma e nos tornamos uma. Nada nunca me fez tão bem quanto o silêncio de um cômodo vazio e seus móveis vivos e estáticos. Me irrito com a grade posta entre o céu e eu. Seu metal velho e enferrujado ainda se mantêm firme e paralisado em sua função. Tenho que reconhecer: ninguém trabalha tão bem quanto as grades e raros tem uma tarefa tão pesada quanto essa. O dever de prisão.
Eu não encontro as palavras certas pra terminar mais um texto solto. Eu sempre tenho seu começo, mas os fins sempre me foram doloridos demais para os escrever, insisto em me acabar com palavras vagas e mal-condensadas. Um vapor, uma neblina. Me perdoem por mais um texto interminado, por mais palavras desnexas e por me expremer mais no papel.
Nenhum comentário:
Postar um comentário