Ah, e disse que isto vai acabar, que por si mesma não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se no momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela, que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la na suas, ela doce arde, arde, flameja.
(De amor e amizade, pg. 38)
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