Interrogações.


O perfume enjoativo por toda a casa e os discos empoeirados jogados arranhados dentro de uma caixa qualquer. Tua blusa favorita no meu corpo.

Olha amor, não fica chateado se eu não sei o que falar. Eu estou tentando me ajeitar pra você e isso acontece de dentro pra fora. Me machuca esse seu olhar de ver arte abstrata pintada de cores fortes e nauseantes. Não amor, não vamos jogar tudo fora assim!  Olha eu sei que é difícil e que eu sou mesmo assim, carente carinhosa cansada.  E as vezes, oh Deus! a quem eu quero enganar? Eu sempre deixo os sentimentos impulsivos me dominarem como dominam feras de circo. Sou eu uma fera domada ou eles indomáveis sentimentos?

Pôxa bebê, pra que essa agressividade e esse tormento? E aquela história de ser pra vida toda ou até que a morte nos separe? Eu sei que era algo assim e bom minha vida não acabou e nem a sua. A não ser que, quando dissemos vida, estávamos nos referindo a durabilidade do amor. Ele tem mesmo prazo? Por que se for assim, a garantia do meu é maior que a do seu. E eu vou morrer triste, amando sozinha por que fui mais zelosa. Ou melosa? Um eme faz tanta diferença assim, paixão? Por que eu sei que você sempre gostou de um doce.

Então amor, o que me diz? Vai remendar isso tudo? Afinal, o que é o amor? E o que nós somos? Olha querido, eu não sei a resposta pra nenhuma dessas perguntas, mas eu sei que podemos ser muito mais do que somos e podemos ter muito mais que um remendo. O que você me diz de uma casa, alguns filhos e uma vida pra dois? Eu me ajeitaria bem nesse aperto todo; a gente apertado abraçado amando.

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