Pensamentos


Pensamentos aleatórios me fazem sorri, assim como minhas nostalgias sobre um futuro inventado. Há muito, muita pouca coisa tem se feito necessária e no fim do dia tudo que eu me lembro é do céu acima do aeroporto, dos ipês a beira da lagoa e da cidade se acendendo quase que por descuido. É um desespero de não deixar o vazio entrar. Uma vida simétricamente entalhada e a saciedade do medo.

Há muito não preciso escrever. Precisar não é bem o verbo certo. Há muito não quero escrever.

Minhas dores de cabeça têm voltado aos poucos e depois de ver aquelas pinturas de Frida Kahlo sinto náuseas também. Por que ela deteve o dom mais lindo e cruel. Pintava realidades em meio a trágedia que era viver.

Os pensamentos vem mais rápidos que as palavras e me fogem quando tenho papel e caneta às mãos. Aturdida com a velocidade de um tempo que nunca fiz questão de contar sigo viagem sobrecarregando meus pés, olhos e mente. Bombardeando a mim mesma com balões d'água que no fim do dia me deixam com um olhar decadente.

E assistir a árvore com flores de três cores balançar no vento quente é um ritual agora. Tenho aprendido a gostar das coisas como elas são sem questionar o por quê de serem assim. E o país das maravilhas, bem, talvez ele possa existir.

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