Eu queria te ver feliz, monamour. Para então passar a mão pelo seu cabelo denso e escorregá-la pelo teu rosto, até que você a comprima entre teu ombro e sua bochecha. Logo depois, deslizaria sua mão pelo meu braço até ir de encontro com minha mão, me rodaria para dentro do seu abraço e então me abraçaria como na primeira vez: como se fosse a última vez.
Tocaria uma balada do século XX com o seu olhar tímido encarando o chão e tudo isso seria tão normal, pois estaríamos bem assim; sem olhares tendenciosos e palavras destiladas. Seríamos o nós pela vontade de ser. E então você me escreveria para dizer que sente falta dos meus afagos e das palavras amigas, das nossas danças desajeitadas e abraços-ursos e eu diria que sinto sua falta também.
E então tudo desmoronaria, como aconteceu na primeira vez. Por que eu sou Norte e você Sul. Sou lua e você sol. Sou rasa e você, mour, denso denso denso...
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felicidade sóbria
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