Queria te dizer que me dói não ter seu olhar e quando sua
atenção se bifurca ao escutar meu nome. Queria te contar o quanto me incomoda
toda vez que se esconde ou foge, deixando para trás meu sorriso de boas-vindas.
Deu pra perceber? Sinto tua falta, falta de ter seus olhos pra mim. E toda a culpa recai nos meus ombros, todo o
peso e sentimentalismo sem lágrimas. Estou cansada, garoto, desse costume bobo
de pensar em você, dessa falta de amor próprio e dessa mania de querer as
coisas sempre do jeito que são. Cansa também tentar te inserir em um universo
que não te comportar; me expandir até que me desconfigure para que você caiba
aqui.
É mais fácil me perder
do que te encontrar.
Estou
cansada dos meus parágrafos clichês e desembocados, sem medidas certas de emoções
e sem destinatário algum. Mas se não te escrever agora, morro afogada embebedada sufocada em todas as palavras mal trabalhadas dentro de mim. Minha imagem embaça no
espelho por causa da minha respiração é o meu melhor retrato, e eu deveria
parar de escrever os sentimentos passados, por que é lá que eles precisam
estar. E te lembrar agora já não faz muita diferença por que você só está presente nas músicas que
um dia foram nossas. E eu as escuto quando quero carinho. Um abraço na minha
alma.
Agora minha vida está de
ponta cabeça e o sorriso é contagiante, mas de alguma forma, você permanece
estagnado na minha dor, tão profunda que só eu posso saber. E eu nunca soube me despir dos meus
sentimentos ou do orgulho que me fere como uma ponta de lança - e acho que
passei a beber mais café só pra não
precisar sonhar com você - perfurando os
pulmões fadigados. De alguma forma os meses que passaram no calendário não se
passaram dentro de mim.
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