A verdadeira doença de chagas.


Quão efêmera a vida é?

Contamos e celebramos os anos que vivemos, por que não sabemos quantos serão.  A fragilidade do ser humano é uma roleta russa.  Babe, o que me garante o amanhã? E o minuto seguinte? A vida é um sopro, o corpo é pó e nos preocupamos tanto em viver para os outros, que esquecemos que essa vida – por mais que não nos pertença- é nossa também.

Quão passageira é a fé?

Estamos céticos, esquecidos, sobrecarregados de realidades mentirosas, verdades duvidosas e palavras-névoa. Somos automatizados com um coração pulsante.  As convicções são modismo de uma época descrente; um século de juventude acomodada. Somos todos homens da carne-oca. A esperança é a última que morre? E se ela já morreu o que nos resta?

Um coração chagásico, inchado de perguntas soltas, dissolvidas em um sangue curioso.

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