19 de janeiro.
Às vezes me pego pensando em como consegui te ganhar, te convencer a me pertencer. Me pego lembrando os nossos esbarros ao longo da vida, das risadas e de como tudo foi crescendo em mim. Da forma natural com que eu te pertenci e você me abraçou em amor. Meus passos no escuro, em terreno desconhecido. Eu sabia que, com você, todo minuto era uma descoberta e que meu frio na barriga nunca teria fim. Todo o encontro parecia o primeiro e todas as estrelas eram a plateia do caos perfeito. E da lava que escorria de encontro ao mar nascia terra fértil. Então chovia; chovia sentimento demais.
Às vezes me dou o luxo de pensar em você agora e o de antes; me dou ao luxo de te amar uma última vez, por um último momento. Te deixo me inundar com aquela chuva sentimental enquanto escorre lava de mim. Deixo-te brilhar em meus olhos e estar nas minhas canções. Me embalo pela voz de alguns anos atrás e permaneço por lá, te escutando cantar enquanto eu sorria ao pensar que talvez a sorte pudesse ter sorrido pra mim.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
felicidade sóbria
fazia tempo que não sentia os pensamentos correrem livres entre meus olhos, por dentro de minhas narinas, passando pela minha boca, atravess...
-
Desde sábado sinto que algo muito grande dentro de mim mudou. Gostaria de te dizer o que, mas não sei. Sei que só quem sofre tal mudança con...
-
Sim, querido universo, eu entendi que a vida existe dentro do espectro do tudo ou nada que eu me impus. Levaram anos, alguns sons, muitas im...
-
Escrever equivale a fumar. A sensação da tragada e de escrever uma frase. O alívio e a vontade de mais. O desespero para aliviar qualquer s...
Nenhum comentário:
Postar um comentário