-De todas as coisas
que sempre precisei te falar – uma respiração profunda como se pudesse ter
coragem no ar que pairava pesado entre nós - De todas as coisas que sempre quis te falar, mas nunca soube como, a que mais me sufoca é a menor delas; o verbo fica.
-Ouviu Lenine ou Camelo?- sorriso e beijo.
Esperei pelo tempo certo de usar as palavras certas, mas o
tempo passou mais rápido do que previ para criar a coragem que nunca tive e
quando finalmente! cheguei ao ponto de verbalizar todas as emoções que coube a
mim sentir, o tempo que tive para admoesta-las se foi. O tempo não tem o tic-tac que sempre esperei escutar enquanto ele corria, enquanto eu
crescia, enquanto a vida passava diante de mim levando todos os sonhos que
consegui amontoar em um cantinho qualquer.
O mundo parece ter acelerado seu passeio diário e eu estou
perdendo o tempo que não tenho pra perder.
-Lenine, amor, sempre Lenine.-
Nenhum comentário:
Postar um comentário