Fragilidade da vida

Pois há dias em que apenas sopesamos o tempo e nos assustamos com todo esse nosso jeito canhestro de viver os dias. E um relógio derrete dentro da gente. Um relógio se quebra dentro da gente. É peso demais pra quem se move em passos. É tempo pouco demais pra quem carrega tanta finitude. 
Pois é. 
A vida é assustadoramente finita demais pra quem vive.
A vida é assustadoramente finita demais pra quem pendura relógios na cabeça.
E eu penduro relógios na cabeça.
E, hoje, eles quebram.

Ana Larousse

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