É o amar mansinho, sozinho, dançando num quarto vazio.
Das coisas que voltei para buscar, peguei todas.
E no caminho de volta, percebi que ainda estava lá.
Das palavras escritas, clichês rimados
- já dizia Pessoa! -
se não for bobo, não é amor.
Acordo orvalho, sereno, lavando o dia que insiste em chegar.
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