- Sou estrela. Brilho, choro, canto o canto das constelações. - lhe confessei ao rolar para dentro do seu abraço e encostar em seu peito quente e acolhedor.
-Todos somos, mon amí. Todos somos estrelas, porém vivas. E por sermos vivas, não brilhamos. Qual a maior admiração senão pelo que somos, porém no céu? - ele declarou, peito cheio, lábios ressecados e mãos que me seguravam.
Pensei aflita, sobre, a morte e a vida, sobre o nascer e o envelhecer.
- Se nascemos aqui, como somos enterrados na terra e paramos no céu? - questionei de olhos absortos, fixos no firmamento acima de nós. Ele riu, me apertou quase em sufoco, quase sendo um.
-Ah! Criança, a vida é mesmo uma eterna incógnita e nós somos pó. Como podemos, - limitados assim - cheios de vida, não entender o que nos preenche? Vou te falar, mon amí, somos todos um. O que te compõe, compõe céu, terra, água... Somos todos feitos de tudo e a partir de tudo e no fim (ah o fim...!), somos a arte recriada pelas Mãos. -
Sorri, há de ser a vida simples. O complicado mesmo é querer entender até chegar a conclusão de que verbo não se entende, se age.
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