A falta da ausência.

Te roubei as palavras.
E por não saber me doar, me doo.
E então, por ínfimas tristezas, não te quis.
E me assustei, pois nunca soube ser convicta de nada a não ser do fim.
Os ipês não floriram ou fui eu que não notei?
Agora, tudo que me consome é a necessidade dos ipês que deveriam ter florido no inverno.
E o inverno se vai.
Sou convicta do fim.
Então respiro aliviada, por voltar a enxergar meu reflexo.

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