Sobre o inalcançável

Sobre olhos:
Os olhos dissimulados tenho eu.
Daqueles oblíquos. (como já disse Machado)
Teus olhos, que carregam o sossego e carregam o mistério,
São sempre dois extremos: ou estão a dizer tudo que sua boca recusa ou estão a esconder.
E, por Deus!, como me prendem e me fixam e quando menos espero
Estou encarando e lendo olhos como ciganas leem as mãos.
Eles brincam e te enganam.

Teus olhos são meu afago e sua traição.

Que encanto os olhos teus!

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