Eternizem a dor! - Gritei - Para que vire beleza à todos o que é tristeza em mim.
Mofo sem medo; das alergias, do velho, do cansaço. Abro as janelas de mim, chacoalho os lençóis empoeirados. Deixo que chorem meus olhos, que mofe meu coração, porque eu sei que, em seguida, virá a paz, como um vento.
Quanto tempo levamos para que sejamos mais que tempo? - indaguei ainda absorta em mim. -
A história. Matem artistas para que sejam história. Me matem para que seja eterna. Fujo dos finais, antes premeditados, Sopro-os, ao invés de abraçá-los como há muito fiz. Por isso jamais serei nada senão minhas palavras. Nem artista. Nem lágrimas. Nem tempo.
O que acalma as lágrimas senão as palavras? - Me recompus de mim. -
Nenhum comentário:
Postar um comentário