Cartas Queimadas (e inacabadas)

Não sei até quando seremos dois estranhos e se algum deixaremos de ser.
Eu pego o mundo sob nossos pés e o faço desaparecer e, parados no espaço tempo, desejo não voltar onde estávamos.


Você não vê? Estava pronta pra ser sua para sempre até que eu entendi que primeiro precisava ser minha.
Me pertencer, amor, nunca foi tão lindo. Acordo cedo no sábado e conserto todas as pequenas avarias dentro de mim que adiei por tempo demais. Sacudo as cortinas, tiro a poeira, troco a roupa de cama. Todos os ossos rangem de saudade e felicidade e eu nunca pensaria que pudesse sentir tanto assim.

Hoje, escolho me colocar acima de qualquer outra coisa na minha vida. Daqui de cima, o mundo é pequeno demais pros meus desejos e sonhos. Não, não é que eu não sinta falta. Do seu cheiro. Do seu humor. Das suas mãos nas minhas mãos. De cantar junto no carro. Das suas roupas. Da sua presença. Do seu jeito de me fazer ficar mais um pouco quando eu sei que eu deveria ter ido embora.

Todo santo dia eu descubro uma forma diferente de sentir saudade, de você.

Todo santo dia eu descubro que me pertencer me basta de uma maneira bonita demais para abrir mão disso.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

felicidade sóbria

fazia tempo que não sentia os pensamentos correrem livres entre meus olhos, por dentro de minhas narinas, passando pela minha boca, atravess...