Dos momentos que me volto a mim.
Devo te confessar que: apesar de ser uma total adepta e propagadora da beleza escondida entre os pormenores da tristeza, me orgulho - ainda que de peito manchado e dedos calejados - da beleza que encontro em me escrever.
Seja na revolta, no sereno, na angústia em colocar em ordem os sentimentos aflitos a serem sentidos e abraçados ainda que na incompreensão, nunca me escrevi na tristeza.
Descubro em mim, assim entre versos muitas vezes dissoantes, a alegria de estar em paz comigo mesma até quando estou aflita em mim, veja bem.
E se por vezes me canso da minha própria companhia querendo absorver o mundo que me cerca, tantas outras me escondo em mim para encontrar conforto.
Aprendo, assim, a respeitar as muitas que sou (seria pretencioso dizer infinitas) e a acolhê-las em seus momentos de ser.
Por fim, agradeço - de coração cheio e mãos cruzadas - a todas as palavras que escolheram me pertencer fazendo com que eu as pertencesse, também.
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