20 de Julho de 2000 e ♪ ♪
Do piano nas suas
canções. Na forma que sua música preenche o ambiente crescendo e tomando vida em
mim. No jeito que – mesmo que não perceba de imediato – todo seu
sentimentalismo me toca e finca e eu choro suas canções de uma forma bonita
demais para ser retratada. Teus dedos dedilhando a corda desse violão. Com a delicadeza
que só possui quem tem o mundo em si. E o cuida para que seja eterno.
É que não sabemos
mais como ser de verdade. São as feridas e as cicatrizes e os queloides expostos
e ressaltados pelas suas músicas e pelas minhas palavras. Mas não importa. Mesmo
que não houvesse o teu timbre cantado e minhas letras escritas. O fim ainda
seria o fim. E nada além dele.
Talvez não haja o
futuro para rever o tempo. O adeus será longo... para nós dois.
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