Despedida - Dia 14

20 de Julho de 2000 e    

Do piano nas suas canções. Na forma que sua música preenche o ambiente crescendo e tomando vida em mim. No jeito que – mesmo que não perceba de imediato – todo seu sentimentalismo me toca e finca e eu choro suas canções de uma forma bonita demais para ser retratada. Teus dedos dedilhando a corda desse violão. Com a delicadeza que só possui quem tem o mundo em si. E o cuida para que seja eterno.

É que não sabemos mais como ser de verdade. São as feridas e as cicatrizes e os queloides expostos e ressaltados pelas suas músicas e pelas minhas palavras. Mas não importa. Mesmo que não houvesse o teu timbre cantado e minhas letras escritas. O fim ainda seria o fim. E nada além dele.

Talvez não haja o futuro para rever o tempo. O adeus será longo... para nós dois.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

felicidade sóbria

fazia tempo que não sentia os pensamentos correrem livres entre meus olhos, por dentro de minhas narinas, passando pela minha boca, atravess...