Quando você foi embora
levou um pedaço de mim e
eu não soube o que fazer
com o buraco que ficou.
Tentei de toda forma tapá-lo
com qualquer coisa que
encontrasse pelo caminho
e durou por um tempo
...
mas murcharam.
Usei pedras
e ficaram lá por um tempo
...
mas se esfarelaram.
Então, um dia eu entendi.
O buraco da falta não se fecha
e tem dias que o sol passa por ele
e a gente se aquece por dentro
com as lembranças que ficam.
Mas também terão dias de tempo cinza
em que a chuva vai bater
e molhar por dentro
pesando o peito e
pedindo sossego.
Sigo aprendendo
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