Escrevo para sentir.
Sonhei há duas noites atrás que estava na cidade escolhida por meu coração e via as palmeiras se firmando contra a tempestade no céu enquanto eu procurava um abrigo qualquer, mas não sentia medo. Então me falaram de você e eu escutei com atenção porque sabia que havia sabedoria naquelas palavras.
Eu não sinto a raiva e nem o peito em dor quando penso sobre essa vida de ausência. Aprender a humanizar pessoas para além das relações que se estabelecem me ajudou a ceder ao perdão e me libertar da culpa de não ter conseguido te fazer permanecer.
Eu me permito construir uma vida que não seja guiada pelos traumas, porque ainda há tanto a ser sentido explorado saboreado tateado neste mundo e escolho como guia, o amor. Mesmo que ainda não confie plenamente nele, cedo aos poucos aos seus encantos.
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