A alma e seu corpo.
Uma história me é contada em forma de canção e não consigo encontrar seu final feliz, perdido no meio de suas notas supostamentes jogadas de forma harmônica. Afinal, quem sou eu pra falar de música? Quem sou eu pra falar de amor? Quem sou eu pra falar de verbos? Minha alma parece se descolar do meu corpo e a brisa sopra forte, e eu a sinto se afastar e não consigo a segurar, apenas aceno enquanto uma lágrima amarela vai de encontro ao chão. Esse será o orgulho que me recobre como um perfurme forte e cítrico ou esse será o medo que me vem com cheiro de terra molhada e orvalho. Eu me acuso por escrever palavras pesadas e sem risos soltos e traduzidos. Pode ir, mas me deixe a felicidade, eu disse enquanto recolhia minhas lágrimas soltas no ar e você caminhava sem se despedir, sem me prometer.
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