A eternidade da Morte.


Eu ainda penso se foi escolha ou destino ser metade; ser meia. Sempre tive essa mania de ser um pouco de mim e ser gauche me abrochou como um dom. Irreparavelmente nascemos com algumas ferramentas pra nossa obra de arte chamada vida, as minhas gritavam carpintaria e isso doeu lá no fundo do estômago.

"A gente é carpinteiro menina."

Eu nunca entendi muito bem esse tal de memorando, mas sempre senti a necessidade de ser lembrada. E então entendi, que só vive eternamente quem morre. Lembro-me vagamente de grandes pintores, escritores, poetas, escultores e apenas dois carpinteiros, biblícos. Um peso se instala em minhas costas e eu sorrio e penso: hei de morrer para ser eternizada; Hei de ser inteira, hei de ser.

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