O verbo que nasceu comigo.


Eu já procurei por tantos temas, tantos tópicos e diálogos e sempre acabo por sustentar o verbo amar. Ainda sou conflitante, será uma sina ou um castigo escrever o amor?

Eu nunca soube como executar essa ação e acho que nunca vou descobrir ao certo como se faz, afinal eu nasci desajeitada, meu Deus por que? Como me inquieta ser gauche, mas como me compoe tão bem!

Se eu pudesse me descrever, seria... Eu não sei me descrever, não sei me conhecer e não sei amar. São muitas ordens falhas e não me sinto mal por não cumprí-las. Então, acho que sou isso: um amontoado de ordens falhas.  Um monte beira por do sol, eu sou lilás.

- O que é ser lilás?
- É não ser rosa e nem azul.
- Então ser lilás é ser indefinida?
- É. Indefinir será esse, afinal, meu verbo? Ou será só um passo para o fim.
- Todo dia é um passo para o fim.
- É a cada dia morremos um pouco mais e eu ainda não sei me indefinir e nem amar.

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