Em uma conversa diária pedi a um amigo que ele me fizesse
forte, eu nunca tive vergonha das lágrimas que insistiam em me romper além dos
olhos, por que elas surgiam da alma. Enfim, sempre gostei das minhas verdades e
dos meus excessos e isso nunca me foi uma trouxa.
Até o dia em que palavras desesperadas imploraram por isso.
Desde então não consegui encontrar minhas lágrimas e penso eu, elas foram
absorvidas e em cada choro (interno) me expandia um sorriso, quebrado.
Meu Deus! Por que escutar o desejo de um coração magoado?
Por que me tirar esse dom de ser fraca? Por que tirou as nuvens dos meus olhos?
Por que meu Deus?
Um abraço, um consolo e o mar me inundou em tempestade,
cambaleei até não consegui me aguentar e me joguei na cama enquanto me afogava
em minha salinidade. Meus olhos embaçados não distinguiam contornos e eu me vi
fazer parte de uma arte abstrata.
- Eu quero que entenda Gabriel, nenhuma das suas perguntas
me definiria, nem minhas respostas seriam esclarecedoras. Elas só te afundariam
nessa imensidão de porquês.
-Mas eu gosto de mergulhos Cissa, sempre gostei.
-Isso não é mergulhar Gabriel, isso é afundar. Você não está
se mexendo na água! Você está na areia movediça, por favor tenha cuidado, eu
não quero ter que afundar por você, eu não quero.
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