Sentada em uma cafeteria escuto uma conversa enquanto tomava meu café. Carlos e Carolina conversavam sobre as paixões do passado; amores esquecidos. E riam como amigos antigos relembrando velhas aventuras.
Eu sorri ao escutar-lhes falar.
Carolina perguntou se Carlos chamou alguém de seu passado de “amor da minha vida”, a interrogação saltava-lhe os olhos. Carlos, assustado, se recompôs daqueles olhos castanhos e riu abafado; de lado.
-Não. Tá doida? Com amor não se brinca! - respondeu-lhe Carlos - Não deixaria o amor da minha vida no passado.
Carlos acariciou a mão de Carolina. Ela mudou seus olhos e colocou um sorriso neles.
E eu entendi o que era um “amor da vida toda.”
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