Metalinguagem.
Tem um poema preso dentro de mim.
Não me pede bucolismo, nem nacionalismo; não me pede amor.
Tem um poema grudado nos meus dedos sujos.
De poeira, de tinta e de cobertor.
Quisera eu escrever um soneto.
Quem dera eu ter métrica e dom.
Porque escrever vai além de sentido,
pra alguém que lê com o coração.
Eu enxergo a partir de nomes
e me vejo a partir de gente.
Eu escuto a partir do tato
e entender vai além da mente.
Tem um poema junto ao meu coração.
Tem um buraco também.
Anelo que se encaixem,
choro por saber.
Poemas não se encaixam Camila e
não se soltam com facilidade.
Eles cativam e ficam até que sopre um vento.
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