Uma descrição do agora.


Eu manterei minhas mãos coradas e o sorriso de sol desde que se mantenha arte. E que possamos viver esse "um dia" intensamente.

Eu fico assim sempre que termino de ler. Fico sem gravidade. Já ouvi tantas coisas e me apeguei a elas de forma que estamos nos tornando uma só. Eu sou presença, mensageira, sou professora, sou relisiente. Sou o que disser que sou e o sou com uma felicidade que eu não poderia conter ou mentir. O choque me pecorreu mais forte hoje e suas palavras tem me colocado de volta na minha casca. Tenho andado fora dela por esses dias, por que sinto que posso enlouquecer a qualquer momento. E eu sou transpassada por seus textos tão meu. Sou inexorávelmente o que você me diz até quando não percebo. Sou melhor.

Eu sou feliz em precisar doer para crescer em intervalos de tempo diferentes e de formas indefinidas. E agora não me vem lágrimas, mas sorrisos e arrepios. Acho que finalmente achei um jeito de me comover com as palavras sem precisar ser salobra. Tenho tido uma vontade absurda por dicionários e melodias precisam estar em constante movimento dentro de mim, desde o tamborilar da mão até nos lábios semi-cerrados em movimento. A música anda sendo meu combistível e seus textos meu turbo. E eu preciso te confessar uma coisa que também está aqui como uma ferpa profunda e inflamada: eu sinto ciúmes das coisas que não me pertencem. E o que tenho quero deixar livre para partir quando achar que seu tempo acabou. Eu ainda estou atrás da solidão que me é por direito e que sempre vai quando a quero - e é nesse momento que fico possessa de ciúme - quando a quero e o pior acontece: tenho ciúmes da minha solidão.

E eu tenho gravidade mental zero e sempre me perco flutuando sem direção e tão lentamente que me consumo em ansiedade.Uma ansiedade interna e uma necessidade absurda de querer estar onde não se conhece e então fico perambulando afim de encontrar o caminho certo que me leve ao desconhecido que tanto anseio. E o medo, esse sim é um escudo digno de grandes cavalheiros. E uma armadura para a consciencia também. Tenho andado distraída e paralela. Me mantenho superficial e oca. Estou me transformando na sombra que transpassa o chão a medida que o sol se deita. Até o astro precisa descansar.

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