-A arte é triste. - Disse por fim, uma maneira de recuar o
silêncio.
-Claro que não! - Ela respondeu aturdida com minha oração.
-Babe, não adianta fingir. A arte é triste e se vangloria
disso. A vitória da arte, seu ápice, clímax ou estopim é a tristeza, a dor, o
falecimento de sentimentos bons.
- Mour, da onde tira essas coisas?
-De todas as exposições que você me faz ir; de todos os recitais
de poema; shows. Todos os mais conhecidos, bonitos, relevantes tem como
alicerce a tristeza.
-Você está viajando, amor...
-Frida Khalo, Dalí, Caravaggio, Manuel Bandeira, Carlos Drummond,
Los Hermanos, Leminski, Beethoven e Shakespeare.
Com o orgulho a flor da pele, ela se calou. Enquanto eu refletia
sobre os nomes ditos. A dor é o momento da arte. Quando as luzes do palco
central se concentram nela. A arte é egoísta, dolorosa e cruel. Essa é a sua
beleza, suja e entorpecente.
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