01/01/2013
Vai chegar o dia em que você chegará cansado em casa, se jogará na cama bagunçada e se lembrará dos nossos dias. Vai passar as mãos pelos seus cabelos fingindo serem as minhas mãos e da janela escutará o vento, pensando ser minha voz. E eu nunca saberei nada do que passa dentro do seu coração. Vai recordar das angústias que passava comigo e até sentirá falta de todo o veneno doce que destilávamos.
E enquanto escrevo tento gravar as coisas que você me disse e espero a chuva que não quer desabar. O mundo levará o tempo até que a nossa memória seja apenas lenda e você nunca saberá o que eu senti. Você deixou na minha porta o bilhete que sua mão suja de tinta tentava esconder e nele dizia que os sonhos que juntamos através daquelas longas conversas não poderiam mais estar em nós.
Você descobriu que boas meninas sempre mantêm as esperanças nas coisas que não são verdade. E foi aí que nosso vagão descarrilhou; enquanto você tentava consertar o que não tinha quebrado e eu te implorava pra olhar em meus olhos e parar tudo o que estava fazendo.
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