Incondicional amor


Estive por muito tempo pedindo e esperando de Deus respostas que tinha medo de escutar e às vezes preguiça. Estive estagnada no momento em que esqueci que a vida da qual usufruía não me pertencia mais.

Estou sentada na calçada relembrando de dias bons nos quais Você me guiava porta a fora para descobertas e novos esconderijos e eu confiava em Ti minh’alma e na volta para casa era carregada em Teus braços, com meus pés cansados dependurados, sentindo o sopro do vento que fez para me agradar. Eram dias confortáveis em que uma criança brincava com Seu Pai. 
Então eu resolvi crescer e disse que não tinha tempo de descobrir refúgios ou encontrar Teus presentes escondidos nas nossas trilhas e quis andar com meus pés. Quis correr, pular e ir a lonjuras distante de Você, só que me esqueci de que não cabia mais no Teu colo e de repente fui esmagada por todos os problemas dos quais não tive paciência para aprender a resolver. Estou ajoelhada e acho que não há palavras que me façam ter Seu perdão; nem lágrimas. Meus pés fadigados não sentem mais o vento. Adormeço sentindo Sua falta. Acordo com um beijo em minha testa e me aninho ao Seu colo, Teus olhos de perdão me olham com amor e eu me lembro dos meus pés, antes calejados, e agora curados e então mais uma vez de pé, te dou a mão e pergunto: “Pai, pra onde vamos dessa vez?” E você sorri e apenas diz: “É tão bom te ter perto de mim, Filha.”

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