O buraco que sou
A luz da noite traz descanso aos olhos fadigados. As vontades são efêmeras assim como as palavras – deitei ontem e tive planos de um texto bom e no amanhecer, bem, só me restaram olheiras – que teimam em chegar quando não posso acolhê-las. Aprendi nesse sofrimento em esforçar a mente a rebuscar tudo o que pensei antes de dormir que as palavras que precisam ser ditas nunca se vão; e as palavras que nos deixam são apenas luxos atendidos ou não.
Estive cética e esperei por palavras e, por fim, pensei estar vazia.
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