Procuro seus negros lindos olhos sem a esperança de encontra-los.
Aqueles olhos que me arrancavam a calma. Havia amor, havia cumplicidade, havia
sorriso, mas, principalmente, havia seu olhar focado em mim, Catarina, me
matando aos poucos, drenando minha energia e comprometendo minha sanidade para
que eu nunca pudesse escapar dos seus braços que eram abraços pra minha
tristeza e cura pra não-sei-o-quê que eu tinha na alma.
Alma calejada, acho.
Vou guardar como se fosse minha essas mãos de mulher que
insistiam em revirar meu coração que já não bate no ritmo certo, desde que você
se foi. E preciso de paciência para
catar todos esses pedaços que restaram esparramados, transformando o chão em
céu e os cacos em estrelas a medida que
anoitece.
Nenhum comentário:
Postar um comentário