Mas era uma visão constrangedora: seus olhos derretidos em meus olhos e sua boca marcada na minha testa e cabelos. Ninguém viu, mas eu sei exatamente aonde estão essas marcas em mim.
Estão no fundo de um pensamento que vai se perder entre outros pensamentos antes que eu diga a mim mesma: são importantes e nunca devo esquecê-los (até que durmo e penso por Deus! o que não deveria nunca esquecer? Mas passou...).
As palavras escorrem de mim como seus olhos escorreram dos meus.
A força das suas mãos me impedindo de ir, agora, parecem me empurrar e meus pés que insistiam em ficar, agora, parecem procurar a saída e desde que seus olhos se foram as lágrimas fizeram morada. A poesia se instalou na alma doída e aos poucos a cicatrizou e a música não toca mais, por que as músicas em absurdas epifanias te colocam na minha frente e me incentivam a dizer as palavras guardadas mesmo depois que disse a mim mesma -: são perigosas e nunca devo lembrá-las (porém essas nunca me abandonaram e vez e outra resolvem me visitar e eu penso por Deus! livre-as de mim)
Assinar:
Postar comentários (Atom)
felicidade sóbria
fazia tempo que não sentia os pensamentos correrem livres entre meus olhos, por dentro de minhas narinas, passando pela minha boca, atravess...
-
Desde sábado sinto que algo muito grande dentro de mim mudou. Gostaria de te dizer o que, mas não sei. Sei que só quem sofre tal mudança con...
-
Sim, querido universo, eu entendi que a vida existe dentro do espectro do tudo ou nada que eu me impus. Levaram anos, alguns sons, muitas im...
-
Escrever equivale a fumar. A sensação da tragada e de escrever uma frase. O alívio e a vontade de mais. O desespero para aliviar qualquer s...
Nenhum comentário:
Postar um comentário