Como se houvesse solução

Sentada, com uma palpitação no peito.
Ele me olhava por cima dos óculos pesados.
E eu, suspirada, sabida do fim.

Ele sorriu, um sorriso de sinceras desculpas esfarrapadas.
Me entregou o papel.
Eu, de emoções a flor da pele.
Enquanto ele segurava minhas mãos para se despedir.

-É grave, doutor?- Perguntei antes de abrir o exame.
- Não tem cura. - Foi tudo o que conseguiu responder.

Ao abrir o envelope, as duas palavras que temia ler:
Claustrofóbica Sentimental.

Sorri.

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