Sentada, com uma palpitação no peito.
Ele me olhava por cima dos óculos pesados.
E eu, suspirada, sabida do fim.
Ele sorriu, um sorriso de sinceras desculpas esfarrapadas.
Me entregou o papel.
Eu, de emoções a flor da pele.
Enquanto ele segurava minhas mãos para se despedir.
-É grave, doutor?- Perguntei antes de abrir o exame.
- Não tem cura. - Foi tudo o que conseguiu responder.
Ao abrir o envelope, as duas palavras que temia ler:
Claustrofóbica Sentimental.
Sorri.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
felicidade sóbria
fazia tempo que não sentia os pensamentos correrem livres entre meus olhos, por dentro de minhas narinas, passando pela minha boca, atravess...
-
Desde sábado sinto que algo muito grande dentro de mim mudou. Gostaria de te dizer o que, mas não sei. Sei que só quem sofre tal mudança con...
-
Sim, querido universo, eu entendi que a vida existe dentro do espectro do tudo ou nada que eu me impus. Levaram anos, alguns sons, muitas im...
-
Escrever equivale a fumar. A sensação da tragada e de escrever uma frase. O alívio e a vontade de mais. O desespero para aliviar qualquer s...
Nenhum comentário:
Postar um comentário