O silêncio dos seus olhos conseguiu me incomodar mais que tua boca muda. Suas palavras intrínsecas, subordinadas ao seu orgulho arrancando a calma que me deixava seguir as linhas de um soneto qualquer.  E só resta me curvar aos teus anseios desesperados enquanto peço perdão pela falta de lucidez em que me encontrava.

Espero as palavras que quero ouvir enquanto a lágrima do seu rosto me toca dias após de ter caído. Se existe vontade de morrer de amor, você é minha resistência; me proíbo de pular da beira do precipício em que me encontro e sei que devo isso a você.


Se há em mim nostalgia é pelo momento que vivi antes da sua presença que se fez ausência sem que eu pudesse te implorar por aquilo que sentia temer.

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