Como se houvessem certezas

Insisto para que as lágrimas cravadas despenquem desfiladeiros abaixo para que o sorriso se desbrave pelos caminhos que desconheço dentro de mim. Há tempos me obrigo a sentir todos os sentimentos que não se organizam e tudo que sei é que não estou pronta para desmoronar. Penso que nunca estarei.

Há uma muralha da china, há cachoeiras mineiras, há paraísos e desertos entre as emoções que me escorrem entre os dedos cansados das palavras adormecidas em suas pontas. Há poemas, crônicas, poesias e desamores por nascer, porém maior em mim, há um egoísmo no sentir. O egoísmo de sentir a dor, o medo, as angústias e o frio constante do vento que sopra interno fazendo com que pareça que o inverno nunca vai passar.

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