Um maldito coração

Abri e fechei a janela do seu chat tantas vezes que perdi a contagem. Eu sei que a tecnologia tira o romantismo que esse texto deveria ter, mas preciso ser crua. Perdi a vontade de ser aquela que escreve sobre amores que não vivo, sinto, compartilho; aquela que amadurece nas palavras que estão empoeiradas de velhas, encostadas na máquina de escrever que não me pertence mais.

O que me fez perder? O fato de nunca ter me encontrado, localizado dentro de mim o amor que fadiga os que rodeiam, causam náuseas de tão doce e melado. O fato de ser aquela que nunca quis ter um amor tão mas tão chato que pros outros aguentarem só com uns porres a mais e um excesso de felicidade instantânea. Mas, porra! que que anda acontecendo com esse coração?

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