(19:30)
- Não escrevo mais pra Tereza, essa foi a ultima. estou superando - todo mundo conhece uma Tereza. Terezas são reais... -
- Eu sempre achei que era a Tereza da vida das pessoas, sempre estive tão condicionada a ser aquela que abandona o amor que nunca percebi que me culpava por estar sendo abandonada, entende?
Há muito não escrevo para minha Tereza, mas de vez em quando ela resolve surgir nas minhas linhas, apenas me assusto, mas pelo menos não dói mais. -
- Não dói mais... Gostei disso! - Ainda tenho vontade de escrever; escreveria um livro, mas acho que escrever me lembra o que quero esquecer e não escrevo.
as vezes tenho vontade de socar tereza... -
- Isso sempre acontece! As vezes tinha vontade de morder Tereza no braço assim, pra ficar roxo, pra vê se ela se lembraria de mim... -
- Você ainda agosta da sua Tereza? -
(pausa longa)
- Não, na verdade faz mais de um ano que não vejo minha Tereza; não sei se ainda não gosto, mas sei que não a quero, por que sei que agora consigo me imaginar com qualquer outra pessoa que não seja uma Tereza. - Inclusive, desde que tereza se foi passei a não ter futuro -
(19:36)
...passei a não ter futuro (ponto final)
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