Resenha

Ah Elena! Se minhas lágrimas pudessem te salvar de você, pelo egoísmo de ser, seria o herói do seu documentário tão caótico. Sabe o que acontece Elena? Acontece que: não sei mais escrever cartas, não sei. Não sei mais demonstrar sentimentos, não sei. Tudo o que sei - tudo o que me sobrou dessa pouca vida vivida - é que há em mim terrível necessidade de me afastar daquilo que instintivamente passo a querer bem.

Sinto falta da sua dança Elena, Elena, Elena. De gritar seu nome em meio a fúria do seu descaso para comigo, por que para mim você deveria se lembrar (você tinha que se lembrar!) que era perigoso me querer por perto. O que restou então? Uma razão abandonada pelo caminho de um  relacionamento a beira de um precipício qualquer; a vontade misturada nos cabelos negros que se rebelavam ao som do vento; a minha voz rouca, abafada ao tentar te dizer adeus.

Meus dedos sentiam falta dessas palavras regadas à lágrimas sentimentalóides, que sempre são geradas no ápice da minha claustrofobia sentimental.

Pensei que talvez eu pudesse te querer. Jeneci tocou ao fundo da memória a ser formada. Me assustei com a ideia de um recomeço.

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