"Não leio mãos e não interpreto cartas, mas nunca estive tão certa do porvir como estava naquele instante que segurava suas mãos... Era o inicio dos créditos finais de mais um curta de amor."
Te fitei aflita com olhar oblíquo de cigana dissimulada - como você mesmo vivia a recitar - e entre os seus suspiros prolongados, eu cerrava as pestanas a fim de não encarar a tempestade dos olhos teus. Enquanto eu tentava fugir do caos que formávamos, você me segurava entre os braços e dizia:
"Há em nós eterna esperança no infinito. Somos um caso com data de validade,
amor. "
Peguei caneta e papel e desatei a lhe escrever cartas de despedidas entre poemas de amor.
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