A cidade - espelho para céu - reflete mais estrelas do que realmente há.
Os pensamentos se chocam e eu me doo.
Peguei papel e caneta na urgência da escrita, porém as palavras me escorrem. Escorrem como as estrelas escorreram do céu.
Corpos celestes se tornam corpos catatônicos, perdidos pelas ruas.
Na mata, relva baixa, orvalho fresco, as estrelas são estrelas e não há espelhos, não há reflexo. Só há garoa fina ligando céu e terra na calmaria de ser natureza.
Como é cruel  beleza da vida que nos cerca fazendo nos ir de encontro à realidade:
não há como imitar sua nobreza  e complexão. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

felicidade sóbria

fazia tempo que não sentia os pensamentos correrem livres entre meus olhos, por dentro de minhas narinas, passando pela minha boca, atravess...