Há tanto, não sinto nada.
Que o tato está dormente.
A vida
- que deveria ser odiada -
trato com tal zelo
afim de que se eternize.

O destino manda
não obedeço.
Flui a existência
feito rio
e choro eu
na necessidade de
fazê-lo perene.

As palavras me sentenciam
pelos sentimentos que mato.

2 comentários:

  1. Espetacular, parece ter tirado de dentro do âmago.

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    1. De todos nós, nobody, todos nós. As vezes penso que as verdades são universais.

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