Do não vivido

Fiz
dos meus olhos
máquina
E
te fotografei.
Com lentes
sem foco
sem brilho
sem ajuste,
Te
eternizei.
E
da memória
fiz câmera
e
gravei seus
gestos
cheiros
jeitos
para que
fosse o momento
eterno,
também.
Hoje coloro
tudo
em
sépia
e
queimo
as bordas
afim de
que
se envelheçam
as lembranças.
Na ânsia
pelo antigo
já não
me contento
com papel
e
caneta.
No fundo,
eu sei,
não me
satisfaço
com
as
palavras
e
culpo
os
punhos.
Não
me cabe
os sentimentos!
Mato-os!
(tento mas
não consigo)
Por isso,
morro.

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