What if

Mas “e se...”.

As palavras me atordoaram, lembro-me de ter escrito sobre a virada do ano que era novo, agora velho. Desejava muitas coisas e de todas elas, poucas cumpri. Os finais ainda me são difíceis, veja bem (para não dizer impossíveis).  Não vejo mais meu lugar de azuis primaveris, traí a mim mesma com um sorriso no rosto e, como se fosse possível, não há remorso na traição; há paz.

Então percebo que as surpresas da vida estão no não planejado. Reconhecer que o que vale a pena são as histórias que construímos em conjunto. O que seria de uma vida sem outra vida?

Te confesso: somos um só, mas não só por causa das estrelas.

E mais uma vez, além de mim, estão as palavras sempre a trair: aqui me encontro; estou planejando não planejar.


E se há algum voto de Feliz Ano Novo, que ele seja: 

Carpe Diem 

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