Darlin’,
Eu esperei que você soubesse que minhas palavras
atravessam feito chama e queimam e ardem o peito. Eu esperei enxergar estes
escudos que você usa há tantos anos e que fazem as palavras voltarem a mim
causando microcortes por toda a minha extensão. São vinte e tantos anos e você
ainda não compreendeu minha solidão. São vinte e tantos anos e eu ainda não
compreendi sua presença. Para você, minha existência sem suas permissões é uma
afronta a sua entrega e amor. Como se o amor fosse esse contrato de empréstimo. O amor é livre. É não se esticar e se deformar nem
se encolher e se podar para caber. O amor é essa dança de dois passos para
frente, dois passos para trás que todos damos para encontrar a sintonia na
relação. (Tenho andado tão piegas, o que será que aconteceu por aqui?)
Você só reconhece o amor que entrega e isso é tão blue.
Tanto amor sendo entregue por aí e essa tua miopia
sentimental te fazendo perder toda e qualquer entrega que não seja semelhante à
sua. Escorre pelas mãos.
É que eu andei farta do mundo. Tenho tentado ser
menos resolutiva quando me falam de sentimentos, mesmo que isso me custe as
minhas palavras.
Nada nunca é suficiente quando se espera que seja
feito da forma que faríamos. É sofrer pelo inevitável.
Process
in progress.
Nenhum comentário:
Postar um comentário