the cave

 Estamos em lugares tão distantes da vida. Ponto.

E ainda sim, ferrenhamente, lutamos para nos mantermos aqui.

O que sobra dos desgastes das relações?

Vejo o pó se formando, os sentimentos se afunilando e nada fazemos. Quando há tanto para ser feito.

Eu já me calo. Procurando maneiras de passar por essas barreiras sozinha. Me questionando se o rompimento é possível sem estilhaços.

Eu ainda não enxergo como fazer isso, mas sei que estou quase vendo.

É o clarão da luminosidade batendo forte nas pupilas dilatadas de tanto ficar no escuro.

Ainda me acostumo com a claridade. Mesmo que seja com mãos em frente aos olhos, lacrimejando para dar conta. Me acostumo até não doer as vistas mais. E enxergo o mundo a minha volta, desse lugar que nunca aprendi a estar.

É que a vida é bonita, mesmo que difícil e tortuosa e somos responsáveis por nós mesmos. e mais ninguém.

(repito mais uma vez até que seja verdade)

(repitohttps://www.westwing.com.br/i/Camila.Liberato%C3%81vila/1/https://www.westwing.com.br/i/Camila.Liberato%C3%81vila/1/

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