Eu acredito piamente em Deus, como o universo que tudo vê, e mantenho em mim a fé de estar sendo ouvida em cada prece. Digo isso porque andei de uma forma apática demasiadamente sofrida. Sem saber muito bem o que fazer com as verdades que escavei sobre mim. Onde me edifico? Clarice um dia escreveu que deveríamos ter cuidado para não abrir mão dos defeitos que nos alicerçam. Por muitas vezes pensei em te dizer que seria impossível tirar de mim a vontade de dar conta do mundo, porque era isso que me sustentava. Mas não disse.
Quando perdi o chão e controle das pequenas coisas e quando
dei conta de tudo que eu pude e ainda sim a resolução não estava em minhas
mãos, eu desmoronei. Acho que foi ali a primeira vez que de fato entendi que - mais
do que não precisar – o controle não me pertencia e o meu sentido no mundo
desapareceu.
Fato é que depois ter pequenos vislumbres da mulher que abriu mão do controle, eu a tenho amado profundamente e a acolhido também.
Depois de tanta dor, vejo crescer algo bonito demais e colher o fruto das melhores escolhas, mesmo que mais difíceis, tem me lembrado que em tudo que faço existem porquês mesmo que eu me perca deles algumas vezes.
Pega de surpresa pelo sentimento de gratidão genuíno às relações que cultivo; me permitindo sentir os desconfortos das escolhas que faço e me mantendo fiel ao que eu acredito. Sentimento de paz que reverbera nos meus dias. Tenho enxergado o amor de outra ótica e tenho amado desta ótica também. O impossível se tornou real quando digo que amo profundamente a mim a ponto de expandir o coração para amar o outro com a mesma profundidade. Então me entrego com meus limites e amo o outro até suas fronteiras para nunca me esquecer a individualidade que tanto prezo.
O amor é minimalista. O amor é expansivo. O amor é muito
além do que dizem sobre a entrega por inteiro. O amor é calmo. O amor é
paciente e bondoso, primeiro consigo para depois ser com os outros.
O amor é ação. Exercitemos.
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